O Apanhador no Campo de Centeio



O Apanhador no Campo de Centeio é um romance do escritor americano J. D. Salinger. Publicado inicialmente em formato de revista, entre 1945-1946, nos Estados Unidos, foi posteriormente editado no formato de livro, tornando-se um dos romances mais lidos no país.





O Apanhador no Campo de Centeio narra um fim-de-semana na vida de Holden Caulfield, jovem de 16 anos vindo de uma família abastada de Nova York. Holden, estudante de um reputado internato para rapazes, volta para casa mais cedo no inverno depois de ter recebido más notas em quase todas as matérias e ter sido expulso. No regresso a casa, decide fazer um périplo adiando assim o confronto com a família. Holden vai refletindo sobre a sua curta vida, repassa sua peculiar visão de mundo e tenta definir alguma diretriz para seu futuro. Antes de enfrentar os pais, procura algumas pessoas importantes para si (um professor, uma antiga namorada, a sua irmãzinha) e tenta explicar-lhes a confusão que passa pela sua cabeça. Foi este livro que criou a cultura-jovem, pois na época em que foi escrito, a adolescência era apenas considerada uma passagem entre a juventude e a fase adulta, que não tinha importância. Mas esse livro mostrou o valor da adolescência, mostrando como os adolescentes pensam.


J.D. Salinger tem uma narrativa rápida e verdadeira, um livro fácil de se ler e que te envolve a até o fim, não temos um problema principal que se desenrola a historia toda e se resolve no final e tudo fica feliz para sempre, o problema da historia é o próprio personagem principal, Holden Caulfield, um adolescente como todos nos que tem os típicos problemas dessa geração...
O autor tenta deixar o livro sempre na linguagem para os jovens, tanto que Holden usa muito gírias como "no duro" entre outras, algumas pessoas falam que não são gírias jovens, mas tentem que entender que o livro é de 1945, e essas eram os termos usados pela galera daquela época.

Mas de forma geral esse é um livro antigo mas que representa muito os jovens de todas as gerações, eu recomendo para todas as pessoas de todas as idades porque esse é um daqueles que te deixa uma mensagem no final.
Do livro inteiro, minha parte favorita é quando Holden fica perambulando pela cidade, à procura de si mesmo, de um sentido para continuar a viver, e relembra momentos marcantes de sua vida. Entre eles, quando a irmã pergunta-lhe porque era rebelde, porque se auto-destruía e porque não gostava de nada. Ele, angustiado, depressivo, cria uma metáfora de sua vida. Se imaginou um campo de centeio repleto de crianças brincando e a si na borda do abismo apanhando as que caíam! Assim sentia-se, um reflexo de sua geração.

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